Você sabe o que se comemora na data de 14 de novembro?

Atualizado: Nov 17


Por Roberto Tonin


Mesmo em São Paulo poucos se lembram, e menos ainda comemoram, este que é o Dia dos Bandeirantes.


Esta data foi criada para homenagear os grandes homens que lideraram o movimento de conquista e ocupação do território que constituí hoje o Brasil.

Sua imagem heroica de pioneirismo, reconhecida e exaltada por historiadores, escritores, artistas e intelectuais, como Gilberto Freyre, Jaime Cortesão, Alfredo Ellis Jr, Alfredo d’Escragnolle Taunay, Cassiano Ricardo, Monteiro Lobato, Paulo Setúbal, Victor Brecheret, Almeida Junior, Mário de Andrade, Vinicius de Morais, dentre muitos outros, e seus nomes e feitos celebrados em centenas de cidades que fundaram ao longo de 300 anos.

Hoje os Bandeirantes são vítimas de um revisionismo histórico, fruto de um ressentimento ideológico e de uma idealização doentia do passado, aliado a agenda política estrangeira, que veem o Bandeirante, epíteto do nacionalismo e força do Brasil, como o inimigo a ser batido, deturpado, destruído.

Estigmatizados, seus monumentos são pichados e queimados num vandalismo político típico de grupos sociais indiferentes a coerência e racionalidade, que se ofendem diante de exemplos de altivez e sucesso.

A faceta de homens rudes, caçadores de riquezas, apresadores de índios, se for apontada, não pode ser revisada com valores do presente, inexistentes naquele passado. É preciso sensatez. Não se pode 'condenar' pessoas do passado por não enviarem as crianças para a escola, não havia escolas, apenas a dura realizada da sobrevivência. Do mesmo modo as condições econômicas e sociais há 500 anos atrás eram completamente diferentes das atuais. Isso pode parecer óbvio, entretanto a obviedade parece não ser suficiente. Não é incomum "acusar" algum personagem do passado por crimes, para os quais não havia leis na época, ou acusa-los de comportamentos questionáveis hoje, mas comuns na época.

A parte dos julgamentos insensatos, o legado benfazejo do Bandeirante vem da conquista geopolítica dos sertões. Com audácia e sacrifício, desbravaram a terra, alargaram as fronteiras, difundiram a agricultura e o comércio, praticaram a miscigenação criando a única democracia racial do planeta, semearam cidades às centenas, construíram o ethos empreendedor e autonomista, que busca sempre superar as dificuldades e limitações, jamais se deixando submeter por quem quer que seja.

Ao lado dos índios e mamelucos, forjaram uma pátria de mestiços, genuinamente nacional, se espalhando e povoando o território, às próprias custas e para benefício próprio, e não para atender interesses econômicos ou ideológicos estrangeiros.

Os Bandeirantes se destacaram por conquistar o Sul, o Leste e o Norte - dominados pela Espanha,compondo o gigantismo de nossa pátria. Não apenas conquistou, mas também defendeu o território da cobiça estrangeira, indo de São Paulo à Bahia e Pernambuco combater os holandeses que haviam invadido o Nordeste no século XVII, e ao longo do Seculo XVIII serpentearam os sertões do Piauí, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Alagoas, na luta contra insurgentes que ameaçavam a integridade territorial do Brasil. Deixaram no nordeste a marca do sertanejo. Homens brutos, rústicos e sistemáticos. Cuja honra e senso de dever se colocava acima do próprio bem estar.


Os Bandeirantes são os heróis de nosso passado.


Modelos de determinação para nosso presente.


Cuja memória deve ser preservada para as gerações futuras.




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